Motorista Comprometido

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Notícias

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Os ônibus no Brasil são realmente seguros?

ônibus
Ônibus prefixo 6002 da Penha. Veículo ficou destruído após cair em uma ribanceira às margens da rodovia Régis Bittencourt, em São Lourenço da Serra, na Grande São Paulo. Acidente levantou uma série de questões, como a segurança e a resistência dos modelos de ônibus fabricados no País.
Os ônibus no Brasil realmente são seguros?
Especialistas dizem que veículos poderiam ser mais resistentes. Indústria afirma que padrões de qualidade estão entre os melhores do mundo
ADAMO BAZANI – CBN
O acidente com o ônibus de dois andares da Empresa Nossa Senhora da Penha, na madrugada do último domingo, na rodovia Régis Bittencourt, em São Lourenço da Serra, levantou mais uma vez várias questões relativas à segurança dos transportes rodoviários.
Entre os aspectos que entraram para as discussões é relacionado ao padrão e à qualidade dos ônibus no Brasil.
Conforto e design, os veículos possuem. Mas será que os ônibus no Brasil são realmente seguros?. E sobre os modelos Double Decker, os acidentes com estes ônibus acabam tendo resultados mais graves?
As perguntas foi feita por especialistas como da Abramet – Associação Brasileira de Medicina de Tráfego .
O que chamou a atenção é que o segundo andar do ônibus modelo Marcopolo Paradiso 1800 DD, da Geração Seis, foi completamente esmagada.
A maior parte das 15 pessoas que morreram estava no segundo andar.
Os peritos que estiveram no local também foram surpreendidos pelo estado que ficou o piso superior do ônibus.
A própria Abramet, além de outras associações, defende a realização de mais estudos para que os ônibus sejam leves, o que resulta em menos gastos operacionais e de manutenção, além de respeitarem a lei da balança, mas que sejam também mais fortes que atualmente.
Às vezes numa colisão contra um veículo de menor porte, o ônibus hoje em dia fica bastante danificado.
O diretor de engenharia da Marcopolo, Edson Maineiri, disse ao jornalista Thiago Barbosa, no CBN São Paulo, que os ônibus brasileiros seguem padrões internacionais quanto a resistência, tombamento e inclinação. A inclinação permitida tem de ser de 28 por cento e os modelos da empresa podem suportar inclinação de até 30 por cento.
Segundo ele, com o passar do tempo, a indústria estuda o uso de materiais para aumentar a resistência dos ônibus.
“Todo mundo usa este tipo de veículo Double Decker. Só nas Américas são cerca de dez mil ônibus de dois andares. Na Europa o uso é bastante amplo. São modelos seguros sim, caso contrário a utilização não seria comum. Mas no caso, o ônibus tem uma massa e um peso muito grandes. Num acidente como o da Régis, por mais que o veículo tenha resistência, não tem como evitar este tipo de dano. O ônibus vai ficar bastante danificado mesmo” – disse o engenheiro da Marcopolo
Confira a entrevista:
A Marcopolo complementa as informações do diretor de engenharia com uma nota:
A Marcopolo se solidariza com todos os familiares e amigos das vítimas do recente acidente ocorrido com um ônibus Double Decker. Como líder nacional na fabricação desse tipo de veículo, a empresa se sente na obrigação de esclarecer que:
- As carrocerias dos ônibus Double Decker são construídas obedecendo aos mais rigorosos padrão de resistência, segurança e confiabilidade, segundo regulamento internacional e equiparável aos padrões europeu e americano, os mais avançados e rigorosos do mundo;
- O modelo Double Decker da Marcopolo passa por testes de resistência estrutural e de capotamento, sendo aprovado por todos os órgãos nacionais. O veículos inclusive excedem as especificações nacionais com relação a tombamento e rigidez estrutural; Por ser um dos modelos mais exportados, os ônibus também são construídos obedecendo as normas internacionais;
- A Marcopolo mantém uma equipe de engenheiros que continuamente trabalha na pesquisa e no desenvolvimento de novos componentes e concepção estrutural das carrocerias para garantir, cada vez mais, que os veículos ofereçam os mais elevados níveis de conforto, segurança e robustez.
Mais uma vez, a companhia lamenta a inestivável e insubstituível perda de cada uma das famílias às vésperas do Natal, momento que deveria ser de comemoração e confraternização. E ratifica o seu compromisso em desenvolver e fabricar veículos cada vez mais seguros e que obedecem aos mais rigorosos padrões internacionais.
Publicado em 24/12/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus.

sábado, 16 de novembro de 2013

Reféns da espera

caminhoes-patio
Para o carreteiro que ainda procura se adaptar às normas da Lei do Descanso, como ficou conhecida a lei que regulamenta a profissão de motorista, itens como horas extras e horas de espera continuam obscuros, principalmente quando a viagem é longa, sujeita a esperas para carregar e descarregar, além das famigeradas aduanas, onde as esperas podem se prolongar por vários dias até a liberação da carga. De acordo com o presidente do Sindimercosul (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes de Cargas de Linhas Internacionais do Rio Grande do Sul), Jorge Frizzo, 55 anos e há 38 no setor, há uma preocupação grande para a ampla divulgação da lei entre os motoristas e transportadoras. E que, de uma maneira geral, são as grandes empresas, as mais bem estruturadas que cumprem todas as determinações legais, pagando todos os direitos do motorista. Lembra que mesmo assim, são pagas as diárias – porém as horas extras e horas de espera não são incluídas, gerando um passivo trabalhista.
Frizzo lembra que além da jornada de oito horas de trabalho, são permitidas mais duas extras por dia, com valor 50% superior ao da hora normal ou valor superior, previsto da Convenção Coletiva ou Acordo Coletivo. E as horas em que o veículo permanece parado são consideradas de espera? Depende. Caso a empresa exija a permanência do motorista junto ao veículo, após a jornada de oito horas de trabalho, será considerada espera. Caso o motorista ou ajudante permaneça junto ao veículo por vontade própria durante o seu período de repouso, não será considerado hora de espera. Daí as dificuldades em situar as condições em que o motorista aguarda a carga ou descarga após o horário regulamentar. Ou, as intermináveis esperas nas aduanas.
Conforme explica a gerente regional do Ministério do Trabalho e Emprego, em Uruguaiana/RS, Ana Maria Torelly, 54 anos de idade e 10 no cargo, o motorista deve manter guardados cópia de todos os documentos, como diário de bordo e recibos de salários para, no caso de se sentir lesado, procurar orientação sobre os seus direitos. Segundo ela, pelo menos 90% das empresas de transportes estão se adequando à legislação, pagando os motoristas de maneira correta. Quanto às esperas nas aduanas, reconhece que não são pagas, pois ficam por conta do “risco da atividade, o chamado Custo Brasil”, um assunto complexo, enfim.
Lembra, no entanto, que apesar desses detalhes, e mesmo que ao final o motorista acabe ganhando menos do que ganhava antes da lei, quando trafegava de forma contínua por muitas horas, agora há uma enorme diminuição de acidentes com muitas vidas sendo salvas.
Vale lembrar que a fiscalização continua implacável. O auditor do Ministério do Trabalho e Emprego, Jorge André Borges de Souza, diz que além das visitas periódicas às empresas transportadoras, também examina com muita atenção os discos de tacógrafo e as planilhas do diário de bordo, detectando eventuais falhas. Lembra que as empresas precisam cumprir a lei ou terão sérios prejuízos mais tarde, pois estarão acumulando passivos trabalhistas, os quais certamente acabarão sendo cobrados. As horas extras e horas de espera devem constar na planilha para o respectivo pagamento. Lembra que muitas empresas anotam um salário na carteira profissional e pagam outro valor, onde são incluídas vantagens como bonificações ou horas extras. Tudo, no entanto, é conferido na fiscalização.
O carreteiro Claudomir Farina, natural de Lagoa Vermelha/RS, tem 46 anos de idade e 28 de estrada. Trabalha no transporte nacional e internacional, “viajando para onde a empresa manda ou para onde tem o melhor frete”. Garante que gostou da nova Lei do Descanso, porque se pode trafegar mais sossegado, cumprindo as determinações da empresa e parando nos locais pré-estabelecidos. Segundo ele, não há grandes problemas de esperas para carregar ou descarregar o caminhão. Lembra que boa parte das empresas já opera com agendamento, evitando com isso que o caminhão fique parado por muito tempo.
O caminhão precisa rodar, não pode ficar parado. A reclamação, no entanto, fica por conta da burocracia nas aduanas. Farina conta que em Uruguaiana/RS, costuma perder um ou dois dias para a liberação da carga, e mais dois dias em Paso de los Libres/AR. São, no mínimo, três dias perdidos numa viagem a Buenos Aires e que, embora ganhe as diárias para a sua manutenção, é um problema porque não ganha extras mesmo ficando à disposição da empresa, além da chateação de ficar todo esse tempo parado, sem fazer nada, a não ser limpar o caminhão e conversar com amigos do trecho. “Tudo por conta de uma burocracia sem explicação”, ressalta.
Argentino naturalizado brasileiro, o carreteiro Miguel Lopez, 52 anos e 20 de estrada, residente em Foz do Iguaçú/PR, trabalha com uma carreta câmara fria, viajando entre São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Buenos Aires, Mar del Plata e Neuquén (Argentina). Ganha salário fixo e bonificação por quilômetro rodado, que se torna insignificante nas viagens internacionais em razão do tempo que fica parado nas aduanas à espera da liberação das cargas, conforme afirma. Na viagem que foi entrevistado, por exemplo, Lopez aproveitou as férias escolares do filho Matheus, de 11 anos de idade, para levá-lo junto a Buenos Aires. Porém, na ocasião já estava parado em Uruguaiana/RS, havia uma semana, à espera de liberação da documentação da carga. As aulas do menino recomeçariam em alguns dias, por isso ele deixou o caminhão aos cuidados de colegas da transportadora em que trabalha para levar o menino de volta para casa. Resultado: “transtornos e despesas desnecessárias por conta de uma estrutura emperrada em países integrantes do Mercosul”, desabafa.
Ainda de acordo com Lopez, nenhum problema grave para carregar ou descarregar o caminhão, nenhuma reclamação referente a salários ou seus direitos trabalhistas, já que a empresa é muito correta. “A perda de tempo e estresse acontecem mesmo nas fronteiras, nas aduanas”, salienta entristecido. E mais entristecido, ainda, o menino Matheus que, além de suportar o rigoroso inverno na cabine do caminhão, não pôde ir a Buenos Aires com o pai. “Afinal, o homem planeja e Deus ri”, reconhece Miguel Lopez.
Depois de atuar por muitos anos no transporte internacional, o autônomo Hari Rau, 61 anos, 40 de volante, natural de Bagé/RS, e dono de uma carreta, viu os lucros diminuírem ao final de cada viagem, em razão das alterações cambiais e das intermináveis esperas nas aduanas para a liberação das cargas. Segundo ele, para carregar e descarregar, as esperas eram pequenas, nada fora do comum e que causasse transtorno. E nem mesmo a necessidade de trabalhar dentro dos limites impostos pela nova legislação incomodava tanto ou causava prejuízo como as esperas nas aduanas. Além disso, poucas empresas pagavam diárias e as despesas com alimentação corriam por conta própria. Por isso, optou por trabalhar apenas no mercado interno, sem maiores problemas. Afirma que praticamente todas as cargas são agendadas, inclusive para descarregar, resultando em maior produtividade, porque não perde tempo com o caminhão parado.
Também descontente com a enorme perda de tempo nas aduanas, Roberto Arns Ramborger, conhecido no trecho como Gringo, 35 anos, sete de profissão, natural de São Luiz Gonzaga/RS e também dono de uma carreta, transporta polietileno para Buenos Aires e traz conglomerados de madeira para a indústria moveleira de Bento Gonçalves/RS. Na ocasião estava concluindo a compra de um caminhão trucado para operar apenas dentro do Brasil e assumindo uma dívida de pouco mais de R$ 2 mil, a qual acreditava que não teria dificuldades para pagar.
Ramborger trabalha sozinho, e mesmo com as restrições de horário impostas pela nova lei, vai trabalhar tranquilo. Segundo ele, as esperas para carga e descarga não preocupam, pois, de uma maneira geral, são rápidas. Lembra que na Argentina também perde tempo porque é o próprio motorista o responsável pelo enlonamento da carga que, dependendo da altura, pode demorar até duas horas, numa atividade extremamente cansativa. No Brasil tudo é mais fácil e não se perde tanto tempo, o que dá mais lucro no fim do mês, garante. Ele próprio negocia o valor dos fretes, controla as despesas e sabe quanto vai sobrar – a não ser algum imprevisto, “que ninguém está livre”, afirma.
Para o estradeiro Juarez Evangelista Bento, 56 anos de idade e 36 de profissão, natural de Curitiba/PR, não existe problema no horário de trabalho. Ele dirige uma prancha para o transporte de máquinas agrícolas e com autorização para trafegar das 6h da manhã às 6h da tarde. Evidentemente, também está sujeito às esperas nas aduanas quando viaja para Argentina e Chile, quando fica três ou quatro dias esperando a liberação dos documentos e da carga. Porém, quando acontece de fazer entregas fracionadas nas revendas, ou mesmo nas lavouras, pode ficar até cinco dias nas operações de descarregamento das máquinas, uma tarefa delicada e difícil, acentua. Não ganha hora extra, porém não se queixa. Tem salário fixo, diárias e comissão sobre o valor do frete, que somados à aposentadoria, rende uns R$ 4 mil ao final do mês. “Nada mal para quem já criou e encaminhou os filhos e agora vive apenas com a mulher”, salienta.
Também atuando no transporte de máquinas agrícolas e cargas especiais, Natanael Conceição França, o Nato, como é mais conhecido, tem 34 anos e está há 15 no trecho. Natural de Apiaí/SP – e atualmente residindo em Curitiba/PR -, tinha na ocasião acabado de assumir o volante de um caminhão novo, o qual estava ainda à espera da liberação do permisso (licença) para entrar na rota internacional. Natanael está acostumado a viajar por estradas do Brasil e de países como Argentina, Chile, Peru e Bolívia e até na Venezuela. Conta que já passou de tudo, com problemas de carga e descarga, com algumas esperas, porém nada comparado com a burocracia nas aduanas, onde sempre as esperas são de vários dias. Lembra que numa ocasião ficou 18 dias trancado na fronteira entre Bolívia e Peru, na localidade de Desaguadero. Portanto, está acostumado. Não reclama, acredita que tem um bom salário e, afinal, essa é a profissão que escolheu.
Publicado em 12/11/2013 no Blog do Caminhoneiro.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Argentina testa o primeiro bitrem produzido no país

bitrem argentina
O primeiro protótipo do caminhão bitrem, que permitetransportar mais carga e reduzir em 30% o custo do frete, começará a rodar em um teste piloto na Rota Nacional 14, entre Escobar e Capitán Bermúdez, na Argentina .
notícia foi anunciada pelo governador Sergio Urribarri depois de conversar com a presidente Cristina Kirchner. O protótipo deste transporte não convencional foi construído pela fábrica de reboques Hermann, de Gualeguaychú, e está pronto para começar a circular .
Em termos de produção, as rodovias se deterioram 57% a menos do que com o uso de caminhões tradicionais, proporcionam melhores condições de trabalho para os motoristas com mais tecnologia embarcada, é mais seguro e dá aos produtores mais competitividade através do aumento de carga transportada.
Estes caminhões vão viajar 447 km de Chajarí até Escobar e Capitão Bermudez , 237 km, já que em Zárate usaria a Rota 9. Mesmo tendo 25 metros de comprimento, é mais leve que os caminhões tradicionais e podem transportar mais de tonelagem. A 30 anos é usado na Austrália e no Canadá.
Fonte: El Día Online Matéria enviada por Enrique Kreymborg
Publicado em 07/10/2013 no Blog do Caminhoneiro.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Câmara aprova cotas para mulheres em ônibus e uniformes para motoristas e cobradores


ônibus
Ônibus em São Paulo podem ter cotas só parta mulheres e motoristas e cobradores terão de usar uniforme padrão em toda a cidade. Foto: Adamo Bazani.
Câmara aprova cota para mulheres em ônibus e em trens em São Paulo
Também foi aprovada a obrigatoriedade do uso de uniformes para motoristas e cobradores de ônibus
ADAMO BAZANI – CBN
Entre projetos de homenagens e até a criação de mais uma subprefeitura, a do Brás/Pari, dividindo a região da Mooca, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou ontem dois projetos sobre a área de transportes.
O Projeto de Lei 138, do vereador Alfredinho, do PT, estabelece a criação de quotas para mulheres dentro dos ônibus e dos trens da CPTM e do Metrô na cidade de São Paulo. A aprovação foi em primeira discussão e o número de vagas ainda deve ser definido.
Também em primeira votação, foi aprovado o Projeto de Lei 205, do vereador Vavá, também do PT, que estabelece a obrigatoriedade do uso de uniforme padronizado em toda a cidade para motoristas, cobradores, fiscais e outros funcionários das empresas e cooperativas de ônibus na cidade de São Paulo.
Agora, os projetos devem ser discutidos de novo em plenária antes de ser enviados ao prefeito Fernando Haddad.
Confira a relação de projetos aprovados nesta terça-feira, dia 1º de outubro:
Publicado em 02/010/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus.

sábado, 28 de setembro de 2013

Pesquisa revela o que pensa o motorista de caminhão brasileiro

sisvestrin
Uma pesquisa de opinião realizada com motoristas profissionais aponta que, se tivessem a oportunidade, 55% dos caminhoneiros deixariam a profissão e que 86% não gostariam que o filho seguisse o mesmo caminho. Ao todo, foram ouvidos 1.512 motoristas profissionais que frequentam a Casa do Cliente das empresas Randon.
“A partir deste resultado a pergunta que fica é: teremos motoristas profissionais amanhã?”, afirma Nereide Tolentino, coordenadora da pesquisa, consultora do Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST) e especialista em comportamento do motorista. “Considerando que a continuidade de pai para filho está em declínio, que a profissão oferece riscos e baixa qualidade de vida, e que a característica de liberdade e aventura não existe mais, já que hoje tudo é controlado, corremos o risco de ter um apagão de mão de obra especializada”, afirma.
Atualmente, o Brasil vive a realidade da falta de motoristas profissionais. Estimativas apontam que 10% da frota de caminhões estaria parada por falta de condutores qualificados. Este número corresponde a mais de 100 mil veículos.
Além da baixa qualidade de vida e dos riscos que envolvem a profissão, outra dificuldade enfrentada pelo setor é a necessidade de uma melhor qualificação, devido à maior sofisticação e alto grau de tecnologia embarcada nos caminhões. “Durante as entrevistas, ficou claro que o que levou os caminhoneiros mais velhos a optarem pela profissão foi uma remuneração razoável, apesar da pouca escolaridade. Porém, os jovens com maior escolaridade têm muitas outras oportunidades”, diz Nereide.
Do total de entrevistados, 70% revelaram que tinham um sonho de ser caminhoneiro desde a infância e 53% que iniciaram na profissão por influência familiar. O que mais os atrai na profissão é a oportunidade de conhecer lugares (31%), a possibilidade de conhecer novas pessoas (19%) e o sentimento de liberdade (11%).
A pesquisa revela também que 76% dos caminhoneiros informam que a maioria dos colegas de profissão usa rebite; que 59% alegam que têm algum problema de saúde, como dor nas costas, pressão alta, estresse e obesidade; e que 93% considera a profissão arriscada devido ao alto número de acidentes, roubos e assaltos.
Saídas
Uma das saídas apontadas pela coordenadora da pesquisa é uma mudança radical na condição de trabalho do motorista profissional, que não pode se resumir apenas a uma diminuição da carga horária de direção.
“Só reduzir a carga horária não vai resolver o problema. Carga horária e remuneração, apesar de importantes, não são as principais queixas dos caminhoneiros. Ele sente falta de laços afetivos e de passar mais tempo com a família. Qualquer coisa que prolongue o tempo dele fora de casa, ele acha ruim”, argumenta Nereide.
Uma das soluções apontadas pela especialista é o rodízio de motoristas, como já acontece no transporte rodoviário de passageiros. Outra é investir na valorização e no desenvolvimento, oferecendo treinamentos e um acolhimento de melhor qualidade nos pontos de carga e descarga. “Com um número maior de profissionais satisfeitos, teremos mais gente interessada neste tipo de trabalho, pois viajar e dirigir uma máquina possante é algo que fascina jovens e adultos”, destaca Nereide.
Um dos exemplos de bom acolhimento são as Casas do Cliente que oferecem aos motoristas um ambiente que proporciona qualidade de vida. Além de uma boa estrutura para descanso e higiene, ele recebem uma boa refeição, podem assistir filmes, conversar com os colegas de profissão, jogar e ler livros e revistas deixados à disposição.
Perfil dos entrevistados
Idade
17% têm até 30 anos
65% têm de 31 a 50 anos
18% têm acima de 60 anos
Estado Civil
14% são solteiros
86% são casados
98% têm filhos
Escolaridade
31% cursaram até a 5º série
31% cursaram até 8º série
29% possuem ensino médio
3% possuem graduação
Origem da profissão
70% tinham a expectativa de ser motorista de caminhão desde a infância.
53% iniciou na profissão por influência familiar.
29% trabalhavam em atividades agrícolas antes de serem caminhoneiros
Tempo de viagem
42% das viagens têm mais de 6 dias
42% têm entre 2 e 6 dias
14% têm apenas um dia
Transformar é o mais inovador programa de desenvolvimento de motoristas de caminhão
O Grupo Volvo América Latina mantém o mais inovador programa de treinamento de motoristas de caminhão do Brasil. Com o lema “Vida e economia na mesma direção”, o Transformar é baseado no gerenciamento de riscos da viagem e é executado levando-se em consideração o cotidiano do condutor.
“O foco de todo o trabalho é o condutor do caminhão”, afirma Solange Fusco, gerente de comunicação corporativa do Grupo Volvo América Latina. “Um motorista consciente é fator-chave para a segurança na estrada”, complementa Carlos Pacheco, gerente de desenvolvimento de concessionárias da Volvo para a América do Sul. Com o “Transformar”, a Volvo investe numa área que representa um valor central para a marca: a segurança. A empresa quer contribuir para a redução do número de acidentes no Brasil, um dos grandes problemas da atualidade no País.
Estatísticas de entidades e empresas ligadas ao setor de transporte estimam que anualmente ocorrem perto de 100 mil acidentes com o envolvimento de veículos de carga nas rodovias brasileiras. O setor calcula que estas ocorrências resultam na morte de aproximadamente 8 mil pessoas, 4 mil delas motoristas de caminhões. No total, o Brasil perde em torno de R$ 22 bilhões por ano com acidentes, cerca de R$ 10 bilhões somente com o transporte rodoviário de carga. “É um prejuízo muito maior que o montante de R$ 1 bilhão de perdas com o roubo de carga”, observa Pacheco.
Comportamento
“O programa Transformar é voltado para o comprometimento dos motoristas com um trânsito mais seguro nas estradas, mas também está dirigido para uma condução mais econômica”, diz Solange. “A mudança de comportamento do motorista é o que pode fazer a diferença”, completa Anaelse Oliveira, coordenadora do Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST).
“Toda a metodologia do programa está dirigida para melhorar a conduta do motorista nas diferentes etapas da viagem, desde o planejamento e a implementação das verificações, passando pela operação propriamente dita, até a avaliação final dos resultados da viagem”, diz Nereide Tolentino, especialista em desenvolvimento comportamental e coordenadora pedagógica do programa.
Silvestrin Frutas investe no TransFormar para reduzir acidentes
Buscando reduzir o número de acidentes envolvendo veículos de sua frota, a Silvestrin Transportes, braço logístico da Silvestrin Frutas, de Farroupilha, no Rio Grande do Sul, encontrou no TransFormar a solução para aumentar a segurança de suas operações. Desde 2009, a empresa envia, todo ano, de dez a vinte motoristas de seu quadro de funcionários para participar do treinamento em uma das concessionárias do Estado, ou em Curitiba, sede do Grupo Volvo na América Latina.
“Desde que nossos motoristas começaram a participar do TransFormar, o número de acidentes reduziu-se muito. De 2009 até agora, tivemos apenas oito acidentes, todos sem gravidade”, declara João Silvestrin, proprietário da Silvestrin Frutas. Antes de ingressar no treinamento, a empresa registrava em média, quatro acidentes por ano embora contasse com um número inferior de veículos.
Do atual quadro de motoristas, mais de 60% já passaram pelo TransFormar. Outra turma, com onze profissionais está agendada para fazer o curso na última semana de setembro.
Outro ganho destacado pela empresa foi o maior comprometimento dos motoristas com o trabalho. O comportamento muda. O curso promove uma imersão de conhecimento que, além de estimular o comportamento seguro, tem o poder de energizar e comprometer a equipe com os objetivos da empresa. Ser motorista de longa distância, não é fácil. Por isso manter o profissional motivado é algo fundamental neste segmento”, explica Rafael Somacal, Diretor de Logística.
A Silvestrin Transportes congrega 68 motoristas que dirigem uma frota de 64 caminhões pesados. Atendendo a necessidade de comercializar as frutas produzidas pela Silvestrin, a empresa, que nasceu em 1992, com apenas um caminhão. Atualmente, também presta serviços para outras companhias e é especializada no transporte de cargas refrigeradas como frutas, pescados, carnes, sucos e diversos congelados. No Brasil, os caminhões da Silvestrin circulam pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Distrito Federal, Goiás e por algumas cidades do Nordeste. Fora do país, faz também transportes de cargas refrigeradas na Argentina, Chile e Uruguai.
Fonte: Volvo
Publicado em 26/09/2013 no Blog do Caminhoneiro.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Fórum Volvo de Segurança no Trânsito debate o futuro do transporte de cargas no Brasil

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Qual o futuro do transporte de carga no Brasil? Qual a importância do motorista de caminhão  para o sucesso do negócio? Qual a imagem que a sociedade tem do transporte rodoviário de cargas e do caminhoneiro? Para debater estes assuntos, a Volvo promove, no dia 24 de setembro, em São Paulo, o Fórum Volvo deSegurança no Trânsito – O Negócio e o Futuro do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil.
“O transporte de cargas é decisivo para a economia do País. Mais de 60% da produção nacional é transportada por caminhões e o motorista é peça-chave para o sucesso do negócio e maior segurança  nas estradas. Nós, que produzimos os caminhões mais seguros do mercado, não podemos ficar alheios a esta realidade e aos desafios que se apresentam”, afirma Roger Alm, presidente do Grupo Volvo América Latina.
O Fórum Volvo reúne especialistas da área com o objetivo de discutir e levantar pontos que merecem atenção dos transportadores para avançar na melhoria e segurança do transporte de cargas. “Fomos pioneiros em envolver a sociedade na discussão de temas relativos ao setor. Mais uma vez, reunimos especialistas para discutir alternativas e apontar soluções que contribuam com a melhoria do transporte no país, beneficiando tanto o empresário quanto o motorista profissional”, argumenta Solange Fusco, gerente de Comunicação Corporativa do Grupo Volvo América Latina.
Entre os convidados está o diretor de segurança da Volvo Trucks Corporation, o sueco Carl-Johan Almqvist, que vai falar sobre a importância de investir no desenvolvimento do motorista profissional para garantir o sucesso e a segurança dos negócios.
Em um dos painéis, o Instituto Bonilha vai apresentar a pesquisa inédita “A Imagem do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil” encomendada pelo Programa Volvo de Segurança no Transito (PVST). A apresentação será seguida de um debate com especialistas do setor, como Flávio Benatti, presidente da NTC & Logística e Robson Gonçalves, da Fundação Getúlio Vargas.
O resultado da pesquisa confirma uma tendência de falta de mão de obra especializada no setor. “Estes resultados são importantes como subsídio para apontar aos transportadores pontos que merecem atenção para garantir a sustentabilidade do negócio, realizando ações concretas que colaborem com a segurança, o desenvolvimento e a valorização do motorista profissional”, destaca Anaelse Oliveira, coordenadora do Programa Volvo de Segurança no Trânsito.
O fórum promoverá também o debate “Motorista profissional de caminhão: a peça-chave do futuro”, com a presença do jornalista Pedro Trucão e moderação de Nereide Tolentino, especialista em Desenvolvimento Comportamental. A discussão vai abordar os problemas que afetam os motoristas profissionais e levantar alternativas do que pode ser feito para melhorar a qualidade de vida dos caminhoneiros.
Fonte: Volvo
Publicado em 23/09/2013 no Blog do Caminhoneiro.

sábado, 21 de setembro de 2013

Ônibus a energia solar não gasta e também não cobra


ônibus
Ônibus a energia solar na Austrália não gasta, mas também não cobra. Em 60 mil quilômetros percorridos, foram economizados 14 mil litros de diesel e 70 toneladas de gases poluentes deixaram de ser emitidas. Foto: Adamo Bazani.
Ônibus a energia solar não gasta e também não cobra
Veículo é testado desde fevereiro na Austrália. Forma de tração pode ser opção para futuro da mobilidade limpa
ADAMO BAZANI – CBN

O transporte coletivo, mesmo com os ônibus movidos a diesel, já traz vantagens ambientais por evitar que mais carros congestionem as ruas poluam as cidades, prejudicando a saúde das pessoas.
Quando as formas de operação dos transportes usam tecnologia limpa, não há desculpa para não investir. Afinal, mobilidade sustentável não traz só benefícios à saúde física das pessoas, mas à saúde financeira dos cofres públicos. A poluição custa caro no que se refere à saúde pública e no agravamento de doenças que fazem com que o cidadão perca produtividade e qualidade de vida.
E a energia solar, algo ainda pouco explorado proporcionalmente no mundo, chegou aos ônibus.
Em Adelaide, na Austrália, desde fevereiro está sendo testado o “Tindo”, ônibus movido totalmente a energia solar, armazenada em baterias no veículo e captadas por placas especiais. A energia é transformada em eletricidade que faz o motor funcionar.
E para provar que mobilidade limpa é mobilidade barata para o cidadão, na experiência não há cobrança de passagens, já que o ônibus tem custo zero com combustível. Não é o caminho para a tarifa zero ainda, mas futuramente, ônibus de tração alternativa ao petróleo podem representar passagens mais baratas.
O ônibus já percorreu nos testes 60 mil quilômetros e economizou 14 mil litros de combustível usando algo que a natureza proporciona de graça: a luz solar. Foram 14 mil litros de diesel a menos queimados e respirados pela população. Ao todo, deixaram de ser emitidas 70 toneladas de gases poluentes.
Com autonomia de 200 quilômetros, o ônibus economiza 30% de energia gerada pelo sistema de frenagem regenerativa.
O atrito dos freios é transformado em força e a energia que seria desperdiçada no momento de frenagem ou na parada do veículo é aproveitada e armazenada.
O ônibus também oferece aos passageiros ar condicionado e internet grátis e é operado pela companhia pública Adelai Connector Bus, que pretende criar uma frota limpa na cidade.

Publicado em 20/09/2013 por Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes. Blogpontodeonibus.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Palestra VIP sobre Administrando os Conflitos nos Transportes - Joinville 🚦

Dias 10 e 12/09/2013 - Ministradas Palestras sobre "Administrando os Conflitos nos Transportes" na Empresa Transtusa de Joinville. Ótimos aprendizados foram gerados através dos diversos diálogos!

Parabenizo aos Motoristas Profissionais pela presença, motivação e excelentes contribuições para o melhor entendimento e melhores práticas para saber lidar com as situações de conflitos nos transportes.

Agradeço a Empresa Transtusa pela oportunidade e confiança em possibilitar a socialização de conhecimentos e experiências para os Motoristas Profissionais.

Muita luz e sabedoria para Equipe Transtusa na gestão dos transportes públicos em Joinville.

Muito obrigado,

Palestrante José Rovani
Contato: treinamentos@highpluss.com.br
Livro Motorista Comprometido

domingo, 25 de agosto de 2013

Vida de caminhoneiro – Mais de um milhão e meio de pessoas trabalham como caminhoneiros

Assaltos, acidentes e longas viagens longes da família são alguns dos desafios na vida desses profissionais brasileiros. Confira como é a vida dos caminhoneiros na reportagem de Marcelo Carrião.
Fonte: SBT Brasil
Publicado em 22/08/2013 no Blog do Caminhoneiro.

Caminhoneiros adulteram a suspensão dos veículos

O repórter Eduardo Ribeiro mostra os flagrantes de acidentes envolvendo caminhões adulterados. O pior é que a elevação da carroceria não tem nenhum objetivo além da estética.
ATENÇÃO: O vídeo publicado foi produzido e veiculado pela Rede Record de Televisão e Portal R7, não refletindo a opinião do Blog do Caminhoneiro, servindo apenas como divulgação de conteúdo. Caso queira comentar, criticar ou qualquer outra solicitação, CLIQUE AQUI.
Polícia intensifica fiscalização contra caminhões irregulares
Nas maiores estradas do País, 350 caminhoneiros foram abordados. Metade acabou multada, com os mesmos problemas denunciados no vídeo acima.
Fonte: Portal R7
Publicado em 22/08/2013 no Blog do Caminhoneiro.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Atividade em risco

Renault Trucks Magnum 3
Assim como a tecnologia dos caminhões, os desafios da profissão não param de crescer, mas será que quem está ao volante vem acompanhando esse avanço no mesmo ritmo? Pesquisas realizadas em diversos países do mundo mostram que nem todo o desenvolvimento dos veículos está sendo capaz de pôr um fim aos aspectos negativos da profissão, como longos períodos longe da família e falta de reconhecimento. Além disso, também confirmam que o Brasil ainda tem um longo caminho quando o assunto é profissionalização e atualização. O fato é que outros países também encontram a mesma dificuldade vivida no Brasil da falta de motoristas.
A Alemanha, por exemplo, não é apenas a sede de muitas montadoras, mas graças à sua grande tradição no setor acaba sendo vista como um exemplo a ser seguido. Mas isso não significa que o país não seja afetado por outros problemas vistos no continente europeu, como por exemplo, o déficit de condutores, horas de trabalho, desequilíbrio entre a vida social e profissional do motorista e as novas tecnologias.
Em 2010, o mercado alemão contava com quase 800 mil motoristas de caminhão profissionais, mas quase 40% deles tinham mais de 50 anos e apenas 13% menos de 35 anos. Pelos números muitos se aposentarão em breve (já que a idade média para se aposentar é aos 60 anos), mas não estão sendo substituídos no mesmo ritmo, e, segundo um estudo feito por Tobias Bernecker, na Universidade de Heilbronn, cerca de 24.500 motoristas serão demandados por ano nos próximos 10 anos, isso se o transporte de carga não crescer, senão a demanda seria ainda maior.
Quando perguntados sobre a escolha da profissão, mais de 60% responderam que foram para a atividade por gostar de dirigir. Segundo Bernecker, é um trabalho interessante, dá independência, dinheiro e oportunidade de viajar, lembrando que o salário varia entre cerca de 1.290 a 2.800 euros/mês – equivalente a R$3.350 a R$ 7.280. Já os principais problemas da profissão apontados pelo estudo foram o estresse, a falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional e baixos salários.
“Eu acredito que salários mais altos são essenciais para a motivação dos motoristas, mas não são o único argumento. O prazer de dirigir e a regulamentação das horas de trabalho são tão importantes quanto o salário”, diz Bernecker. Dentre aqueles que dirigem por longas distâncias, a jornada semanal chega a 60 horas, sendo 41,8 horas ao volante e 15,6 horas carregando e descarregando. Entre os que atuam regionalmente a jornada média é de 52,2 horas por semana e os “locais” trabalham 47,3 horas por semana. Para o especialista, o principal fator que faz com que um motorista fique numa empresa é o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. O estudo mostra que 93% dos profissionais que se declararam satisfeitos não pretendem mudar de emprego. Já na Austrália, o transporte rodoviário representa 70% de toda a movimentação de carga feita no país – e o setor é responsável por 2,4% dos empregos, assim como acontece em outras partes do mundo- é formado principalmente por motoristas autônomos. Os carreteiros australianos têm 49 anos de idade, em média, um índice mais alto do que a dos demais trabalhadores do país. Somado à falta de profissionais qualificados e à dificuldade de atrair os jovens, esse número cria um grande déficit de motoristas de caminhão.
Em 2001 havia 154.800 motoristas na Austrália, com a expectativa de que esse número dobrasse até 2015, já que entre 1991 e 2001 o crescimento foi de 23% para motoristas de caminhões e 24% para motorista de caminhões de entrega. Para mudar esse cenário, muitas empresas investem na formação de profissionais. Em 2001, eram cerca de 15.100 estagiários com contrato de formação com um empregador do setor – o que mostra que a iniciativa privada deve investir para obter mão de obra qualificada.
No Canadá, a falta de motoristas profissionais é tão grave que há alguns anos os transportadores “importam” motoristas – especialmente da Europa – para atender à demanda no país. Assim como na Alemanha, há um envelhecimento dos profissionais, cuja idade média é de 44,2 anos, sendo que cerca de 20% dos que estão em atividade já passaram dos 54 anos. Na outra ponta, formada por motoristas com menos de 30 anos, estão apenas 12% dos profissionais.
O país também sofre com a falta de qualificação. “Temos profissionais qualificados no Canadá, mas também temos motoristas que têm apenas a Carteira para dirigir e que não atendem aos requisitos do setor”, explica Linda Gauthier, especialista do segmento e ex-diretora executiva do CTHRC (Conselho de Recursos Humanos do Transporte Rodoviário Canadense, na sigla em inglês).
No país existem mais de 30 mil empresas de transporte rodoviário de carga, sendo mais de 90% delas de pequeno e médio porte. As de grande porte, porém, são responsáveis por mais de 56% dos empregos – que chegam a 307.700 pessoas no total – sendo 174 mil carreteiros. A expectativa é que a demanda por esses profissionais continue crescendo nos próximos anos e que entre 2011 e 2021 deva aumentar 26,6%.
Os jovens canadenses também estão cada vez menos atraídos pela profissão. Linda Gauthier explica que os jovens estão mais interessados em TI, em ganhar dinheiro muito rápido. “Alguns nem sabem o que é trabalhar duro para ganhar dinheiro, é uma coisa cultural. Temos também o problema de que há um grande incentivo para promover profissões como medicina, direito, etc. ao invés de profissões que exigem conhecimento técnico, como mecânico, caminhoneiro, operador de equipamentos pesados”, acrescenta. Ainda de acordo com a especialista, o principal problema no Canadá é que a profissão de motorista não é considerada como um ofício qualificado. Levantamento junto a empresas de transporte rodoviário mostra que somente 17% delas não têm dificuldades em encontrar um caminhoneiro qualificado para contratar.
Nos Estados Unidos, o cenário do setor de transporte rodoviário é preocupante. No final de 2012, o déficit era de 20 a 25 mil profissionais, segundo estimativas da ATA (Associação Americana de Transportadoras) e a previsão é de que a demanda chegue a 239 mil motoristas em 2022. Hoje, cerca de 90% das transportadoras já têm dificuldade em encontrar profissionais qualificados na hora de contratar, e a situação pode piorar com uma regulamentação (prevista para começar a vigorar este ano) que limita as horas de serviço e ameaça reduzir a produtividade das transportadoras em até 3%.
De acordo com Departamento de Trabalho dos EUA, em 2010 havia no país mais de 1,6 milhão de motoristas de caminhão, com média salarial de US$ 37.770 por ano, o que equivale a R$ 6.295 por mês. Trata-se de um valor mais alto do que a média do que recebe alguém que completou o Ensino Médio e não foi à universidade, caso da maioria dos norte-americanos. Por conta disso, o salário continua sendo um dos principais atrativos para a profissão entre jovens com esse perfil.
Diferente dos mercados estrangeiros já mencionados nesta reportagem, o Brasil é um país onde os autônomos são a maioria, 60%, de acordo com Relatório da CNT. A média de idade também é menor: 42,2 anos, o que nos coloca em uma posição mais confortável, mas expectativas do próprio mercado apontam que há cerca de 40 mil vagas abertas para motoristas de caminhão e ônibus em todo o País, que não conseguem ser preenchidas.
Entre os desafios para que isso aconteça estão a falta de qualificação, de reconhecimento, e também de interesse dos jovens (que se sentem mais atraídos para outras profissões). Segundo o Relatório da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), 62,9% dos motoristas de caminhão entrevistados não trocariam de profissão e mais da metade gosta do que faz e se sente realizada. Porém, 56,1% não a recomendariam para outras pessoas. As razões para isso são, segundo os entrevistados, o perigo (41,5%) (item que não aparece com tanto destaque nos outros países) o desgaste (14,7%) e o comprometimento do convívio familiar (13,9%).
Por outro lado, os pontos positivos são a gratificação financeira (32,5%), a oportunidade de conhecer novas cidades e países (22,4%) e o desafio/ aventura da profissão (14,8%). A renda média líquida mensal do caminhoneiro empregado de frota é de R$ 3.166,20, enquanto a dos autônomos é de R$ 4.902,40, mas os valores variam principalmente de acordo com o tipo de carga. Já um outro estudo, realizado pela organização Childhood, mostra que 82% dos motoristas de caminhão acreditam que as outras pessoas enxergam a profissão de maneira negativa, o que ressalta a necessidade de esclarecimento sobre a importância da profissão para toda a sociedade.
Publicado em 07/08/2013 no Blog do Caminhoneiro.

sábado, 27 de julho de 2013

Dia do Motorista: momento de reflexão e visualizar o futuro profissional

DIA DO MOTORISTA 2
Para homenagear o “Dia do Motorista” nesse ano, identifiquei motoristas que atualmente estão estudando no Curso de Tecnologia em Logística na Faculdade Anhanguera de Joinville. Para mim na condição de Professor é muito gratificante ter alunos desse nível em sala de aula, que contribuem com suas experiências e conhecimentos agregando valor no ambiente acadêmico.
Os Srs. Adriano Alexssander da Luz e Lorivaldo Bastos são profissionais que exerceram a função de motorista e hoje atuam na empresa Gidion de Joinville em atividades administrativas que prestam apoio a Equipe dos motoristas da empresa.
Para registrar o “Dia do Motorista” organizei uma entrevista com os Srs. Adriano e Bastos através de perguntas dirigidas aos entrevistados, com o objetivo de saber suas opiniões a respeito da profissão do motorista.
1) O que você considera importante na profissão do motorista?
Adriano: Ser humano, responsivo, eficiente, eficaz, educado, atencioso, humilde, bom caráter, ter disciplina, cuidar do corpo e da mente, é importante repousar para poder cumprir com sua jornada da melhor forma possível.
Bastos: comportamento e conhecimento de profissão.
2) Quais os valores fundamentais para tornar-se um motorista?
Adriano: confiança, amor pelo que faz, geralmente os motoristas profissionais são apaixonados pelo volante e a maioria se coloca no lugar das outras pessoas, trazendo para si a responsabilidade e o cuidar dos outros, tornando isso um dos fatores mais importantes na profissão, porque quando um profissional do volante dirigi com responsabilidade se preocupando com o próximo seja ele um cliente(usuário), um pedestre, uma bicicleta ou até mesmo um veiculo pequeno, ele tem êxito no que faz porque se preocupa com o próximo acima de tudo.(tem que ter Dom).
Bastos: ética, respeito e caráter.
3) Qual foi a melhor experiência vivida no exercício da profissão de motorista no transporte de passageiros?
Adriano: o retorno dos clientes, o valor que eles dão ao profissional quando adquire confiança isso não tem preço, você chegar ao ponto do cliente apertar na sua mão e dizer que bom que é você, fico tranquilo de viajar com você, sei que estamos em boas mãos.
Bastos: uma experiência muito importante na minha carreira de motorista foi no ano de 1998 quando a empresa fez uma homenagem a todos os motoristas e fui escolhido para representar os colegas de trabalho. Na ocasião elaborei um discurso que falava das qualidades do profissional do volante e fui aplaudido de pé. Isso marcou muito na minha vida.
4) Qual é o maior objetivo de estar estudando na faculdade e cursando o curso de tecnologia em logística?
Adriano: o objetivo é presentear meu Pai com minha formação que é um sonho dele, mas ele não pode realizar pelo fato de muito novo ter que começar a trabalhar e largar os estudos, e a faculdade vai contribuir e muito para realizar esse sonho e me transformar em uma pessoa melhor e um profissional capacitado. Busquei a logística porque desde criança comecei a trabalhar com meu Pai que sempre foi caminhoneiro e sempre trabalhei nessa área e por isso me sinto mais confortável, além de ter um excelente mercado nessa área, onde me sinto em casa.
Bastos: o objetivo é crescer profissionalmente, crescer como ser humano, alcançar um cargo melhor dentro da empresa para dar um futuro melhor para os meus filhos.
Parabenizando os Srs. Adriano Alexssander da Luz e Lorivaldo Bastos estendo o meu reconhecimento a todos os motoristas que exercem com profissionalismo sua missão de bem servir as pessoas que confiam na prestação dos serviços para sociedade.
Desejo muita Luz e Sabedoria para cada Motorista!
Palestrante José Rovani – HighPluss Treinamentos
Palestra VIP para Motoristas – Hands On
Publicado em 26/07/2013 no Blog do Caminhoneiro.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Dia do Motorista: momento de reflexão e visualizar o futuro profissional

Dia 25/07/2013 – Para homenagear o “Dia do Motorista” nesse ano, identifiquei motoristas que atualmente estão estudando no Curso de Tecnologia em Logística na Faculdade Anhanguera de Joinville. Para mim na condição de Professor é muito gratificante ter alunos desse nível em sala de aula, que contribuem com suas experiências e conhecimentos agregando valor no ambiente acadêmico.

O Sr. Adriano Alexssander da Luz atua na empresa Verdes Mares e o Sr. Lorivaldo Bastos atua na empresa Gidion de Joinville, sendo que ambos atuaram na função de motorista, e hoje o Sr. Adriano presta serviços de apoio para a equipe dos motoristas e o Sr. Bastos é instrutor de treinamento dos motoristas.

Para registrar o “Dia do Motorista” organizei uma entrevista com os Srs. Adriano e Bastos através de perguntas dirigidas aos entrevistados, com o objetivo de saber suas opiniões a respeito da profissão do motorista e o futuro profissional.

1)   O que você considera importante na profissão do motorista?
Adriano: Ser humano, responsivo, eficiente, eficaz, educado, atencioso, humilde, bom caráter, ter disciplina, cuidar do corpo e da mente, é importante repousar para poder cumprir com sua jornada da melhor forma possível.

Bastos: comportamento, conhecimento de profissão, gostar de pessoas, saber fazer e querer fazer aquilo que ele faz sempre bem feito.

2)   Quais os valores fundamentais para tornar-se um motorista profissional?
Adriano: confiança, amor pelo que faz, geralmente os motoristas profissionais são apaixonados pelo volante e a maioria se coloca no lugar das outras pessoas, trazendo para si a responsabilidade e o cuidar dos outros, tornando isso um dos fatores mais importantes na profissão, porque quando um profissional do volante dirigi com responsabilidade se preocupando com o próximo seja ele um cliente(usuário), um pedestre, uma bicicleta ou até mesmo um veiculo pequeno, ele tem êxito no que faz porque se preocupa com o próximo acima de tudo.(tem que ter Dom).

Bastos: ética, respeito e caráter.

3)   Qual foi a melhor experiência vivida no exercício da profissão de motorista no transporte de passageiros?
Adriano: o retorno dos clientes, o valor que eles dão ao profissional quando adquire confiança isso não tem preço, você chegar ao ponto do cliente apertar na sua mão e dizer que bom que é você, fico tranquilo de viajar com você, sei que estamos em boas mãos.

Bastos: uma experiência muito importante na minha carreira de motorista foi no ano de 1998 quando a empresa fez uma homenagem a todos os motoristas e fui escolhido para representar os colegas de trabalho. Na ocasião elaborei um discurso que falava das qualidades do profissional do volante e fui aplaudido de pé. Isso marcou muito na minha vida.

4)  Qual é o maior objetivo de estar estudando na faculdade e cursando o curso de tecnologia em logística?
Adriano: o objetivo é presentear meu Pai com minha formação que é um sonho dele, mas ele não pode realizar pelo fato de muito novo ter que começar a trabalhar e largar os estudos, e a faculdade vai contribuir e muito para realizar esse sonho e me transformar em uma pessoa melhor e um profissional capacitado. Busquei a logística porque desde criança comecei a trabalhar com meu Pai que sempre foi caminhoneiro e sempre trabalhei nessa área e por isso me sinto mais confortável, além de ter um excelente mercado nessa área, onde me sinto em casa.

Bastos: o objetivo é crescer profissionalmente, crescer como ser humano, alcançar um cargo melhor dentro da empresa para dar um futuro melhor para os meus filhos. 

Parabenizando os Srs. Adriano Alexssander da Luz e Lorivaldo Bastos estendo o meu reconhecimento a todos os motoristas que exercem diariamente com profissionalismo sua missão de bem servir as pessoas que confiam na prestação dos serviços para sociedade.

Desejo Muita Luz e Sabedoria para cada Motorista!

Palestrante José Rovani - HighPluss Treinamentos
Palestra VIP para Motoristas - Hands On